Curta-metragem de ficção
Menino Mayuri é um curta-metragem que conta a história de Mayuri, um menino indígena de 10 anos, alegre, inteligente e apaixonado por futebol. Ele vive em sua comunidade cercado pela natureza, pela força das tradições e pelo acolhimento dos mais velhos. Seu mundo é feito de rios, mata, cantos, histórias ao redor do fogo e momentos simples que carregam sentido e pertencimento.
No entanto, sua vida começa a mudar quando ele inicia uma nova fase: estudar em uma escola fora da aldeia, na cidade. Cheio de expectativa, Mayuri acredita que será uma aventura e que fará novos amigos. Mas logo no primeiro contato com esse novo ambiente, ele percebe que ali sua identidade não é compreendida — e, muitas vezes, não é respeitada.
Na sala de aula, os colegas o observam como se ele fosse estranho. Comentários, risadas e perguntas carregadas de ignorância fazem Mayuri se sentir menor. Mesmo em um lugar que fala sobre diversidade, ele entende que sua cultura é vista mais como uma fantasia do que como uma identidade real.
Aos poucos, Mayuri começa a se perguntar se ser indígena é algo que deve esconder. Para tentar se encaixar, ele abandona símbolos importantes da sua ancestralidade e passa a imitar aquilo que acredita ser aceito pela cidade. Ele tenta mudar o jeito de falar, de agir, de se vestir. Mas, nessa tentativa de ser “igual aos outros”, ele vai perdendo a alegria, a confiança e a conexão com quem realmente é.
Enquanto enfrenta o peso do preconceito, Mayuri vive uma crise silenciosa. Ele se afasta de si mesmo e sente que não pertence nem à escola nem ao próprio coração. Até que, em um momento de dor e solidão, ele reencontra a presença espiritual de sua cultura, representada pela figura da Conselheira e pelo fogo ancestral, que o lembra de uma verdade simples e poderosa: ninguém precisa negar suas raízes para ter valor.
A transformação de Mayuri acontece quando ele percebe que identidade não é algo que se veste — é algo que se carrega. E quando a escola decide “comemorar” o Dia do Índio com fantasias e caricaturas, Mayuri entende que chegou o momento de se posicionar. Em vez de se calar, ele transforma a confusão em aprendizado, mostrando aos colegas que ser indígena não é brincadeira, nem fantasia, nem passado: é presença viva, história, pertencimento e resistência.
Menino Mayuri é uma história emocionante e necessária sobre infância, autoestima e coragem. Um filme que fala sobre o impacto do preconceito na vida de uma criança e sobre a força que nasce quando alguém decide se reconhecer com orgulho.
Mais do que um curta sobre um menino indígena, esta é uma narrativa universal: sobre crescer em um mundo que tenta nos moldar, e sobre o poder de permanecer inteiro, mesmo quando tudo tenta nos apagar.
Porque ser indígena não é fantasia. É identidade. É ancestralidade. É vida.






O projeto está em andamento e em breve teremos novidades por aqui