Macercelo de Campos

Marcelo Tingui - Ativista indigena do povo Tingui Botó cituado em alagoas

Marcelo Tingui é cineasta indígena alagoano e diretor do coletivo audiovisual Tingui Filmes. Reside no território indígena Tingui-Botó, situado nos municípios de Feira Grande e Campo Grande, em Alagoas. Filho do líder comunitário Cacique Eliziano, construiu sua trajetória unindo arte, território e luta.

Artesão, agricultor, coletor de sementes e defensor das causas indígenas do Nordeste, Marcelo atua como uma voz ativa na preservação e fortalecimento das culturas originárias. É graduado em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Alagoas (IFAL – Campus Arapiraca), graduando em Psicologia pela UNINASSAU (Campus Arapiraca) e mestrando em Psicologia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL – Campus Maceió).

Ao longo de sua trajetória, já atuou como Coordenador de Assuntos Territoriais da Política Indígena no Brasil, junto ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI/DF). Atualmente, é comunicador da APOINME (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo), coordenador do projeto Narrativas Indígenas (Fiocruz/RJ) e pesquisador em diferentes núcleos e grupos, como o NEEPES/Fiocruz, o GP HIAL e o AVAL Audiovisual de Alagoas.

Seu trabalho transita principalmente entre os temas de memória, tradição, arte, educação, saúde e território. Diante do histórico descaso e do contínuo processo de apagamento da presença indígena em Alagoas, Marcelo passou a desenvolver ações coletivas que buscam resgatar e fortalecer vínculos historicamente silenciados.

Foi nesse contexto que aprendeu a editar vídeos, escrever roteiros e dirigir documentários, transformando o audiovisual em ferramenta de resistência e expressão. Seu trabalho também incentiva jovens da aldeia a se engajarem nessa luta coletiva por dignidade, identidade e reconhecimento.

O coletivo de cinema Tingui Filmes surge como um espaço comunitário dentro da aldeia Tingui-Botó, no município de Feira Grande/AL. Mais do que produzir filmes, o coletivo constrói narrativas que preservam e projetam a cultura indígena alagoana.

Por meio de um cinema orgânico, enraizado no território e na vivência do povo, suas produções atuam na salvaguarda da memória cultural — registrando, valorizando e eternizando histórias que resistem ao tempo.